segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Eleição de 2020 na palma da mão

O Brasil, até o final do ano de 2019, contará com mais de um smartphone por habitante, quer dizer, cerca de 230 milhões. Se fizermos uma análise em relação ao número de habitantes, cerca de 67% da população brasileira já contam com este tipo de dispositivo, mesmo sabendo que alguns brasileiros têm mais de um.

O smartphone hoje é indispensável; otimiza nosso tempo, facilita nosso dia-a-dia e ainda ajuda no nosso trabalho, estudo, ampliando e fidelizando nossa rede de relações pessoais/ profissionais. E por que não políticas?

Primordialmente, em sentido político, outra função que deve ser muito utilizada nos aparelhos conectados à internet é na campanha do próximo ano. O pleito municipal de 2020, inclusive, surge com mudanças significativas na lei eleitoral (Lei 13.877), dentre as quais estão o fim das coligações proporcionais, a autorização para o pagamento de despesas com advogados e contadores, a permissão de abertura de contas bancárias para partidos e a implantação do período de 45 dias de campanha, que valeu inicialmente na campanha de 2018.

Como forma de enxugar os gastos ainda mais e tornar os pleitos mais participativos e interativos, os smartphones conectados à internet vão promover um impulsionamento enorme às estratégias eleitorais majoritárias e proporcionais.

Os telefones devem ser propulsores de informações, dados, fotos, vídeos, áudios e conceitos das campanhas a partir de agora com ainda mais força. Indubitavelmente, terão um papel preponderante na estratégia política em 2020.

As redes sociais – Facebook, Instagram, Twitter e YouTube – serão o carro chefe dessa atuação nos celulares, cada um com sua estrutura e o seu target específico. E o WhatsApp?

Deve ser utilizado para formação dos grupos de campanha e para a difusão de informações e prospecção de novos eleitores. Cada militante virtual tem o seu grupo de amigos nas redes sociais e devem trabalhar muito nelas. Um exemplo prático: faça uma rede de 256 amigos por vez no WP, para chamá-los, sem sair de casa, às caminhadas políticas, comitês e reuniões.

Você pode fazer um vídeo, áudio ou texto, como achar melhor, e adaptá-lo para outras redes sociais, respeitando suas características próprias.

Além disso, poderão ser desenvolvidas também campanhas especiais online para divulgar as realizações do candidato ou suas propostas para os próximos quatro anos.

Lembro a vocês que as empresas de telefonia têm se adaptado a essa nova realidade - de ter um consumo maior de dados do que de voz. Remodelando os seus pacotes comerciais oferecidos aos clientes.

Pessoal, usem bem seus dispositivos alinhados com a direção estratégica das campanhas, sejam alegres, pacíficos e argumentem muito, convertendo muitos votos. Mas, para finalizar, fica o lembrete de que, ademais toda a atuação virtual, vamos gastar muito a sola de nossos tênis, pois temos que invadir o Estado na web, mas sobretudo na rua, no encontro pessoal com os eleitores.


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