quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Os obstáculos à reforma do Estado

Além do temor de que Lula levasse as pessoas às ruas em manifestações como as realizadas no Chile, outro fator ajudou a parar a reforma administrativa formulada por Paulo Guedes, e que o ministro tenta, num sprint final, ainda enviar ao Congresso neste ano: a reação de setores do próprio governo a aspectos do texto. Rosângela Bittar narra esse bastidor na coluna desta quarta-feira no Estadão.

“O grupo a favor de mais discussão interna considerou que a reforma fragilizava o Estado em lugar de fortalecê-lo. Uma vez fragilizado, o Estado ficaria vulnerável a grupos políticos e econômicos que se revezassem no poder. O exemplo que se destaca nos equívocos dos autores é a definição das carreiras de Estado, sempre elas”, escreve.

Ela aponta que a proposta abriria brecha à subjetividade dos que ocuparem o poder a cada turno. “A burocracia gera corrupção, mas a ausência de burocracia também gera corrupção, foi um dos argumentos que convenceram o presidente. A nova proposta terá que harmonizar os princípios da eficiência, da moralidade, da legalidade, e ser discutida por todos. O que não dá para fazer nesses últimos 30 dias do ano. Portanto, a reforma do Estado já ficou para 2020”, aposta.


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