terça-feira, 27 de agosto de 2019

Fica a lição na cara do Brasil

A direita provocadora e a esquerda histérica pensam que o mundo pode ser medido pela régua de suas idiossincrasias.

O desmesurado escândalo alavancado pelos movimentos mais interessados na destruição do governo Bolsonaro do que preocupados com o desmatamento, teve um desfecho melhor do que a encomenda.

A Europa deu uma lição aos radicais brasileiros ao sinalizar um sentimento de apoio à Amazônia muito acima da medíocre disputa em voga no Brasil entre saqueadores de cofres públicos e apologistas da caça às bruxas.

Ângela Merkel mostrou porque merece o título de estadista ao defender um estreito diálogo com o arengueiro Bolsonaro para que não pense que “estamos contra ele”.

A postura dos chefes de estado europeus foi um golpe de veludo na cara da esquerda que sonha em mobilizar o planeta contra o seu mais temível inimigo, e deu uma lição de bons modos e de responsabilidade ao bolsonarismo no trato das superiores questões de interesse humano.

O recado da Europa bate forte na cultura política de um Brasil perdido nas tempestades ideológicas de uma esquerda dinossaura sem rumo e sem discurso, e uma direita perdida no tempo sem competência para mostrar ao que veio e dedicando o precioso tempo em fabricar confrontos inúteis.

O episódio do incêndio nas matas do Amazonas teve um final feliz na medida em que forçou a mobilização oficial em favor da floresta secularmente depredada por aventureiros e por ladrões do patrimônio ecológico brasileiro.

Tomara que dê tudo certo.

Por Ângelo Castelo Branco


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