quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

Bolsonaro fere brios dos políticos

Na fala à Nação, em rede de rádio e TV em plena noite de Natal, terça-feira passada, o presidente Bolsonaro apresentou ao País a mulher Michelle, que deixou, também, sua mensagem natalina.

Foi um pronunciamento curto, no qual agradeceu a Deus por ter escapado da morte no episódio da facada e algumas realizações do seu mandato, destacando pontos positivos na economia e um fato que se vangloriou: “Estamos terminando 2019 sem nenhuma denúncia de corrupção”, afirmou, com a ressalva de ter escolhido 22 ministros de viés técnico.

Existem avanços, sim, em seu Governo. O que mata Bolsonaro é a sua língua, o seu destempero verbal. Até se dirigindo aos brasileiros numa noite natalina de reflexão sobre a vida, cunha uma frase, de louvores aos técnicos, dando margem a interpretações de que não existe gatunagem em seu Governo, até o momento, porque se livrou de ministros políticos.

Dentro de casa
Quando destaca, subliminarmente, que governa sem corrupção, porque só tem técnicos bem intencionados ao seu lado, Bolsonaro fere de morte a classe política. Quer se apresentar como o coveiro dos políticos corruptos, o abre alas da nova política. Esquece, entretanto, que tem em casa filhos envolvidos em desvios éticos que, pelo grau de podridão, envergonham o País.

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