O marketing de influência mudou radicalmente nos últimos
anos. Se antes os influenciadores de moda eram os grandes protagonistas, hoje o
cenário é mais fragmentado, com criadores de conteúdo em diversas áreas
disputando a atenção das marcas e dos consumidores. Mas a pergunta que
permanece é: os influenciadores de moda ainda são os que mais convertem vendas?
O poder da moda na cultura digital
A moda sempre esteve associada a status, desejo e
comportamento de consumo. Quando as redes sociais ganharam força, especialmente
o Instagram, a moda foi uma das primeiras indústrias a se destacar. Perfis de
influenciadores passaram a ditar tendências, mostrando looks, dicas de estilo e
lançamentos em tempo real. Isso fez com que marcas enxergassem neles uma ponte
direta com consumidores altamente engajados, transformando campanhas em
verdadeiros cases de sucesso.
A evolução do comportamento do consumidor
Com o crescimento do e-commerce e a facilidade de comprar
com poucos cliques, os seguidores passaram a confiar na curadoria dos
influenciadores para decidir suas compras. Essa credibilidade fez com que os
perfis de moda se tornassem extremamente lucrativos para marcas de roupas,
calçados e acessórios. No entanto, à medida que novas categorias de
influenciadores surgiram — de beleza, fitness, gastronomia, tecnologia e até
finanças —, o consumidor diversificou suas referências. Hoje, quem decide
comprar um tênis, por exemplo, pode ser impactado tanto por um influenciador de
moda quanto por um criador de conteúdo sobre corrida.
Concorrência e diversificação
Embora os influenciadores de moda ainda ocupem o topo em
termos de engajamento e volume de campanhas, eles enfrentam concorrência direta
de micro e nano influenciadores. Perfis menores, mas extremamente segmentados,
conseguem gerar conversões significativas, especialmente porque transmitem mais
autenticidade e proximidade com o público. Outro fator é que as marcas estão
cada vez mais atentas ao ROI (retorno sobre investimento) e, por isso, testam
novas frentes fora do universo fashion.
Dados de conversão e tendências
Pesquisas de mercado mostram que influenciadores de moda
continuam entre os mais relevantes no processo de descoberta de produtos,
principalmente para públicos jovens. Entretanto, quando se analisa a conversão
em vendas diretas, áreas como tecnologia e beleza têm crescido rapidamente. O
TikTok, por exemplo, transformou influenciadores de beleza em verdadeiros
vendedores, com o fenômeno do “TikTok me fez comprar”. Já no YouTube,
influenciadores de tecnologia têm enorme poder de decisão na compra de
eletrônicos e gadgets.
O futuro do marketing de moda
O segmento da moda não perdeu espaço, mas precisou se
reinventar. Hoje, não basta mostrar looks: o consumidor busca autenticidade,
propósito e identificação. Influenciadores de moda que conseguem conectar
estilo de vida, valores e narrativas pessoais ainda se convertem muito, mas
precisam competir em um mercado saturado. A tendência é que colaborações
exclusivas, coleções cápsula e experiências híbridas (online e offline)
mantenham esse público em evidência. Baixar video
Instagram
Conclusão
Os influenciadores de moda ainda são extremamente
relevantes e continuam no topo do jogo, principalmente no que se refere a
inspirar e despertar desejo. Porém, já não são mais os únicos que convertem. O
consumidor contemporâneo é multifacetado e busca referências diversas antes de
comprar. Assim, o futuro aponta para um equilíbrio: a moda continuará ditando
tendências, mas dividirá espaço com nichos específicos que crescem em poder de
influência.
Fonte: Izabelly Mendes.
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