sexta-feira, 24 de abril de 2026

Quase 8 mil celulares foram encontrados dentro de presídios no Brasil em três anos

Foto: Reprodução

Quase 8 mil celulares foram apreendidos dentro de presídios brasileiros nos últimos três anos, segundo dados do Ministério da Justiça. As apreensões ocorreram durante operações de revista e expõem falhas no controle das unidades prisionais, além do risco de comunicação entre detentos e o crime fora das cadeias.

De acordo com informações oficiais, foram 2.460 aparelhos encontrados em 2023, 2.920 em 2024 e 2.162 em 2025. Em 2026, até agora, já foram 424 celulares localizados em apenas uma fase da operação Mute, coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais.

Segundo o diretor de inteligência penal, Glautter Morais, novas fases da operação ainda serão realizadas ao longo do ano, incluindo ações nacionais e estaduais para intensificar o combate à entrada de itens proibidos.

As ações utilizam tecnologia como detectores eletrônicos e georadar para localizar celulares, túneis e esconderijos nas celas. Após a apreensão, os aparelhos passam por análise para identificar como entraram nas unidades e quem fez uso deles.

Além dos celulares, o balanço também aponta a apreensão de armas e bebidas alcoólicas dentro dos presídios, o que reforça, segundo especialistas, problemas estruturais antigos no sistema prisional brasileiro.

Prejuízo dos Correios chega a R$ 8,5 bilhões em 2025

Presidente da estatal não considera a possibilidade de privatização

Prejuízo dos Correios chega a R$ 8,5 bilhões em 2025 - Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Agência Brasil

Os Correios registraram um prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025. O valor é mais de três vezes superior ao verificado em 2024, quando a estatal anunciou prejuízo e R$ 2,6 bilhões.

De acordo com a empresa, o resultado é influenciado, majoritariamente, pelo provisionamento de obrigações judiciais e o aumento de custos operacionais.

A maior parte desse valor advém de processos judiciais, que custaram aos Correios R$ 6,4 bilhões no ano passado (55,12% acima de 2024). O passivo na Justiça é formado especialmente por demandas trabalhistas, como os pagamentos reivindicados pelos empregados para receberem adicionais de periculosidade e adicionais pela atividade de distribuição e coleta externa.

No ano passado, a receita bruta dos Correios, não considerados os pagamentos que a empresa deveria fazer, foi de R$ 17,3 bilhões (11,35% abaixo de 2024). O balanço da empresa será publicado no Diário Oficial da União.

Diante do acúmulo de prejuízos, a empresa buscou credores e recebeu um aporte que totalizou R$ 12 bilhões em empréstimos de bancos públicos e privados.

Ciclo vicioso

Desde o último trimestre de 2022, os Correios apresentam resultados parciais negativos. No total, a empresa acumula 14 trimestres de ônus.

“É um ciclo vicioso. A dificuldade de caixa gera dificuldade de pagamento ao fornecedor, isso afeta a operação. Ao afetar a operação, a gente macula a capacidade de aumentar o volume [de trabalho] ou de gerar novos contratos”, explicou o presidente dos Correios, Emmanoel Schmidt Rondon, em entrevista coletiva na sede da empresa em Brasília.

Segundo ele, a estatal também não consegue compensar imediatamente a baixa nas receitas com cortes de gastos.

“A estrutura de custo é muito rígida, e está ancorada em despesas de custos fixos. Quando há uma queda de receita, não se consegue diminuir a despesa no mesmo momento para poder fazer esse equacionamento”, explicou.

Desmaterialização da carta

O balanço negativo ocorre em anos de mudança estrutural no campo de atividade dos Correios, quando as empresas de comércio eletrônico expandem sua atividade logística – não mais dependendo dos Correios.

O fenômeno concorrencial ocorre após a estatal perder nicho do mercado de postagem com as mudanças das formas de comunicação, o que Rondon chama de “desmaterialização” da carta.

Economista por formação, o presidente assumiu o cargo em setembro do ano passado, com mandato até agosto de 2027, com objetivo de reestruturar a estatal.

Entre medidas saneadoras, a empresa abriu dois planos de demissão voluntária (PDV). Na edição deste ano, 3.181 aderiram ao desligamento. O volume de adesões foi menor que o obtido no PDV 2024/2025, 3.756 empregados, mas o ingresso no plano só foi possível em prazo menor – entre fevereiro e abril deste ano. A perspectiva inicial da estatal era fazer 10 mil desligamentos. Outros processos de demissão voluntária poderão ser abertos no futuro.

Privatização fora de pauta

Os Correios adotaram medidas para diminuir custos com as operações de recebimento, distribuição e entrega; renegociaram dívidas com fornecedores e estenderam prazos de pagamento. Também começaram a reduzir gastos com a ocupação de imóveis e com a manutenção de agências.

Emmanoel Rondon acredita que a empresa apresente resultados econômicos positivos a partir de 2027 e que, conforme a reestruturação, possa captar mais recursos entre financiadores.

Ele não considera a possibilidade de privatização, como defendem correntes de economistas pró-mercado.

“Esse assunto não está na pauta aqui. Estamos apresentando os resultados. Privatização ou não é uma decisão do controlador [o governo federal]. O que que a gente quer? Aqui estamos trabalhando em um plano de gestão de recuperação, para que a empresa permaneça íntegra, viável, que preste um bom serviço, dê resultado positivo”, afirmou.

REDE BEN+ fortalece presença regional com adesão da Rede de Farmácias Santa Terezinha em quase 10 municípios do Oeste Potiguar


Em um movimento estratégico que reforça a integração do setor empresarial e amplia o alcance de iniciativas de desenvolvimento econômico no interior do Rio Grande do Norte, a REDE BEN+ anuncia a adesão da tradicional Rede de Farmácias Santa Terezinha ao seu ecossistema de fomento. A parceria contempla unidades distribuídas em quase 10 municípios do Oeste Potiguar, consolidando a entrada de um dos grupos mais relevantes do segmento farmacêutico regional no maior programa de estímulo à economia local.

A chegada da Rede de Farmácias Santa Terezinha à REDE BEN+ representa um marco significativo para o fortalecimento das cadeias produtivas e do comércio regional, especialmente pelo papel estratégico que o setor farmacêutico desempenha na geração de empregos, circulação de renda e oferta de serviços essenciais à população.

Idealizada com o propósito de impulsionar o desenvolvimento econômico por meio da integração entre empresas, instituições e consumidores, a REDE BEN+ vem se consolidando como uma plataforma inovadora, que estimula o consumo consciente, valoriza os negócios locais e promove conexões sustentáveis entre os diversos atores da economia.

À frente da iniciativa, o CEO da REDE BEN+ e presidente da Associação Comercial e Empresarial de Apodi (ACEMA), Marcello Bernardo, destacou a importância da adesão da rede farmacêutica para o fortalecimento do projeto.

“A entrada da Rede de Farmácias Santa Terezinha na REDE BEN+ simboliza não apenas a ampliação da nossa atuação territorial, mas, sobretudo, o fortalecimento de uma visão coletiva de desenvolvimento. Estamos falando de um grupo empresarial sólido, com forte presença regional e que acredita no potencial da economia local. Essa adesão reforça a credibilidade do nosso projeto e demonstra que estamos no caminho certo ao promover integração, inovação e valorização dos negócios da nossa terra.”

O CEO ainda enfatizou que a participação de empresas estruturadas e com histórico de confiança junto à população contribui diretamente para a consolidação da REDE BEN+ como uma ferramenta estratégica de desenvolvimento.

“Quando empresários comprometidos com suas comunidades passam a integrar a rede, ampliamos não apenas o alcance do programa, mas também sua capacidade de gerar impacto real na vida das pessoas.”

A empresária Dra. Claudinha Cavalcanti também celebrou a adesão, ressaltando o alinhamento de propósitos entre a rede de farmácias e a proposta da REDE BEN+.

“Acreditamos no associativismo e na força das iniciativas que promovem o desenvolvimento coletivo. A REDE BEN+ surge como uma proposta inovadora e necessária para o fortalecimento da economia regional. Para nós, é uma satisfação integrar esse projeto, contribuindo com nossa experiência e, ao mesmo tempo, fortalecendo nossos vínculos com a comunidade e com outros empreendedores.”

A empresária ainda destacou que a decisão de adesão foi pautada na credibilidade da iniciativa e na confiança depositada na condução do projeto.

“Confiamos na seriedade e no compromisso da REDE BEN+. Sabemos que iniciativas como essa têm o poder de transformar realidades e gerar novas oportunidades para todos.”

A REDE BEN+ também fez questão de registrar agradecimento especial ao casal empreendedor Francisco Gomes e Dra. Claudinha Cavalcanti, reconhecendo a confiança e a credibilidade depositadas no projeto, fatores essenciais para o contínuo crescimento e consolidação da iniciativa.

Com a adesão da Rede de Farmácias Santa Terezinha, a REDE BEN+ amplia significativamente sua capilaridade e reforça seu compromisso com o desenvolvimento sustentável do Oeste Potiguar, consolidando-se como uma das mais relevantes estratégias de integração econômica da região.

A expectativa é que novas adesões continuem fortalecendo o programa, criando um ambiente cada vez mais colaborativo, inovador e competitivo, capaz de impulsionar o crescimento econômico e social dos municípios envolvidos.

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quinta-feira, 23 de abril de 2026

Apodi X Magnus pela Copa da LNF; ingressos à venda no app oficial do time


É decisão em casa. É jogo único. É no calor da nossa torcida!

Neste domingo (26), Apodi entra em quadra para um dos maiores desafios da temporada, diante de uma das equipes mais fortes do país @magnusfutsal. Jogo duro, valendo tudo, e cada voz na arquibancada faz diferença.

Agora é hora de vestir nossas cores, empurrar do início ao fim e transformar o ginásio em pressão total.

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Reservatórios do RN atingem 47,15% da capacidade; 42 mananciais registram recarga

Volume acumulado no estado sobe para 2,49 bilhões de m³, com melhora nos principais mananciais

O Governo do Estado do Rio Grande do Norte, por meio do Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte (IGARN), divulgou nesta quarta-feira (22) o Relatório Volumétrico dos principais reservatórios do estado. O levantamento aponta que as reservas hídricas superficiais acumulam 2.494.733.900 m³, correspondentes a 47,15% da capacidade total de 5.291.480.649 m³.

No relatório anterior, publicado na sexta-feira (17), o volume acumulado era de 2.405.816.687 m³, equivalente a 45,47% da capacidade estadual, indicando incremento de 88.917.213 m³ no período.

O açude Novo Angicos, localizado no município de Angicos, com capacidade para 4.245.061 m³, atingiu 100% da sua capacidade e começou a verter na madrugada desta terça-feira (22). Outro manancial que também está sangrando é o açude Inspetoria, em Umarizal, com capacidade para 3.095.125 m³.

Permanecem com 100% da capacidade os seguintes reservatórios: Campo Grande, em São Paulo do Potengi; o açude público de Marcelino Vieira; o açude público de Riacho da Cruz; o açude público de Encanto; e o açude Tesoura, em Francisco Dantas, além das lagoas de Pium e do Jiqui.

O açude Beldroega, em Paraú, apresentou aumento de 24,75 pontos percentuais, acumulando atualmente 6.999.541 m³, o que representa 86,87% da sua capacidade total, de 8.057.520 m³. No levantamento anterior, o reservatório estava com 5.005.292 m³, equivalentes a 62,12%.

Ao todo, 42 reservatórios monitorados registraram algum nível de recarga. A barragem Armando Ribeiro Gonçalves, maior manancial do estado, acumula 1.005.038.239 m³, correspondentes a 42,35% da sua capacidade total, de 2.373.066.000 m³. No relatório anterior, o volume era de 999.784.117 m³ (42,13%).

A barragem de Oiticica acumula 480.536.922 m³, equivalentes a 64,71% da sua capacidade total, de 742.632.840 m³, ante 420.737.812 m³ (56,65%) registrados no levantamento anterior.

Já a barragem Santa Cruz do Apodi registra 360.996.600 m³, correspondentes a 60,19% da sua capacidade total, de 599.712.000 m³. No relatório anterior, o volume era de 357.868.800 m³ (59,67%).

A barragem Umari, em Upanema, acumula 166.683.131 m³, o que representa 56,92% da sua capacidade total, de 292.813.650 m³. No levantamento anterior, o reservatório registrava 157.797.628 m³ (53,89%).

O açude Sabugi, em São João do Sabugi, acumula 6.378.969 m³, equivalentes a 10,31% da sua capacidade total, de 61.849.362 m³. No relatório anterior, o volume era de 5.510.155 m³ (8,91%).

Apesar das recargas, alguns reservatórios permanecem em estado de alerta, com menos de 10% da capacidade. São eles: Itans, em Caicó (0,63%); Passagem das Traíras, em São José do Seridó (0,05%); Esguicho, em Ouro Branco (8,16%); Dourado, em Currais Novos (5,15%); Jesus Maria José, em Tenente Ananias (1,82%); Tourão, em Patu (6,88%); Zangarelhas, em Jardim do Seridó (6,11%); Alecrim, em Santana do Matos (5,49%); Brejo, em Olho D’Água do Borges (1,21%); 25 de Março, em Pau dos Ferros (7,87%); São Gonçalo, em São Francisco do Oeste (7,69%); e Mundo Novo, em Caicó, que deixou a condição de seco e agora acumula 2,56% da sua capacidade total.


MPF recomenda que presídios do RN recebam presos 24h por dia

Recomendação surge após unidades prisionais em Mossoró recusarem detentos durante a noite, obrigando a permanência ilegal em delegacias

O Ministério Público Federal (MPF) emitiu recomendações e instaurou um procedimento de controle externo para garantir que o sistema prisional do Rio Grande do Norte receba presos de justiça de forma contínua e ininterrupta, inclusive no período noturno. A medida pretende acabar com a prática de estabelecimentos penais que, sob a alegação de “encerramento de expediente”, recusam o recebimento de pessoas presas, transferindo indevidamente a custódia para delegacias de polícia.

O procurador da República Kleber Martins, coordenador do Grupo de Controle Externo da Atividade Policial no RN, aponta que, durante inspeções de rotina em Mossoró, realizadas no ano passado, autoridades da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) relataram que presídios estaduais estavam recusando novos detentos após determinado horário.

O MPF enviou dois ofícios à Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) do RN, em junho e setembro de 2025, porém, ambos não chegaram sequer a ser respondidos. Já em março deste ano, o problema voltou a se repetir, quando policiais penais de plantão na Cadeia Pública de Mossoró inicialmente se recusaram a receber um preso conduzido pela PF durante a madrugada, alegando “impossibilidade de recebimento noturno”.

A situação só foi normalizada após os agentes da PF exigirem uma certidão por escrito que justificasse a recusa. A partir daí, os policiais penais “abriram uma exceção” e receberam o preso.

Pedidos – O representante do MPF enviou, esta semana, recomendações diretas ao secretário da Seap, Helton Xavier, e ao diretor da Cadeia Pública de Mossoró, Emerson Galdino de Souza, defendendo a adoção dos seguintes pontos:

• Fim das restrições horárias: eliminando imediatamente qualquer norma ou prática que condicione a entrada de presos a horários específicos;

• Recebimento ininterrupto: garantindo que o sistema receba detentos 24 horas por dia, sete dias por semana;

• Orientação aos policiais: para que estes tomem conhecimento, formal, de que a recusa por critério de horário é incompatível com a lei;

• Fluxo eficiente: adotando iniciativas para evitar que presos fiquem retidos em delegacias por falta de recepção noturna nos presídios.

O secretário e o diretor da unidade prisional deverão informar ao MPF sobre o cumprimento das medidas. Caso a irregularidade persista, medidas judiciais poderão ser adotadas para responsabilizar os gestores envolvidos.

Ilegalidade – O não recebimento de presos por instituições prisionais força as delegacias a manterem os detidos de forma improvisada, mesmo sem possuírem estrutura física, pessoal ou atribuição legal para a guarda prolongada.

A recusa baseada apenas em horário administrativo fere o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana; pode prejudicar o atendimento ao prazo de 24 horas estipulado por lei para a realização da audiência de custódia; e desrespeita jurisprudências do Supremo Tribunal Federal (STF); além de ir contra a regra legal de que a guarda de presos é missão dos policiais penais e da administração penitenciária, não da polícia judiciária.

“As delegacias de polícia não são estabelecimentos penais, não possuindo estrutura física nem efetivo treinado para a segregação de detentos. O recolhimento em unidades policiais deve durar apenas o tempo estritamente necessário à conclusão do flagrante ou cumprimento de mandado”, resume a portaria que instaurou o procedimento de controle externo.

https://www.mpf.mp.br/o-mpf/unidades/pr-rn/noticias/mpf-recomenda-que-presidios-do-rn-recebam-presos-24h-por-dia

quarta-feira, 22 de abril de 2026

EDUARDO OINEGUE: Índia tinha metade do PIB brasileiro e hoje tem quase o dobro: “temos muito a aprender”


Imagens: Reprodução/Band Jornalismo

Em comentário no Jornal da Band, o jornalista Eduardo Oinegue fez uma forte comparação entre Brasil e Índia ao analisar a evolução econômica dos dois países nas últimas décadas. Segundo ele, a Índia — que já teve metade do PIB brasileiro — hoje praticamente dobrou o Brasil em tamanho econômico, resultado de escolhas estruturais e políticas diferentes ao longo do tempo.

Oinegue destacou que, em 1991, o Brasil era a 10ª maior economia do mundo, enquanto a Índia ocupava a 17ª posição. Naquele período, segundo ele, o país asiático enfrentava uma grave crise econômica, com reservas praticamente zeradas e risco de calote externo.

“Olha isso, em 1991, o Brasil era a décima maior economia do mundo, a Índia, a décima sétima. Naquele ano, a Índia estava há duas semanas de dar um calote na dívida externa, reservas zeradas, FMI batendo na porta”, afirmou o apresentador.

Ele ressaltou ainda que a mudança de rumo da Índia foi sustentada ao longo de diferentes governos, o que teria sido decisivo para o crescimento contínuo. “Cinco primeiros ministros de três partidos diferentes mantiveram o rumo, ao contrário do Brasil, que troca o rumo a cada governo”, disse.

O jornalista também destacou os números atuais da economia global, lembrando que a Índia hoje é a 4ª maior economia do mundo, enquanto o Brasil ocupa a 11ª posição.

Em outro trecho, Oinegue chamou atenção para diferenças estruturais na formação educacional dos dois países, apontando a maior presença de áreas técnicas na Índia. “Em 1991, quando a arrancada da Índia começa, o PIB brasileiro era quase o dobro do indiano, hoje é pouco mais da metade”, concluiu.

Prefeito Sabino Neto entrega mais um equipamento de convivência na zona rural

Gestão municipal entrega praça Pedro Onofre Fernandes na comunidade de Água Fria

A comunidade de Água Fria vive um momento especial com a entrega de um novo espaço de convivência, fruto do compromisso da gestão do prefeito Sabino Neto com o desenvolvimento humano e a valorização das comunidades rurais. A praça chama-se Pedro Onofre Fernandes.

A obra, realizada em parceria com o vereador Laete Oliveira e o ex-vereador Gilvan Alves, contou com um investimento superior a R$ 100 mil. O equipamento foi planejado para ser um ponto de encontro que promove bem-estar, integração e qualidade de vida para a população.


O novo espaço chega para fortalecer os laços entre os moradores, incentivando a convivência, o lazer e o sentimento de pertencimento. Mais do que uma obra física, a iniciativa representa cidadania, inclusão e dignidade para quem vive na zona rural, garantindo que as famílias possam permanecer em suas comunidades com mais estrutura e oportunidades.

A gestão municipal segue avançando com ações concretas que transformam realidades e reafirmam o compromisso de cuidar das pessoas, levando desenvolvimento a cada canto do município.

Fonte: Assessoria da PMA

terça-feira, 21 de abril de 2026

Tiradentes lutou contra excessos de cobranças. E você, está pagando apenas do que deveria?


No dia de hoje, lembramos de Tiradentes, figura marcante da Inconfidência Mineira, um movimento que nasceu, entre outros fatores, da insatisfação com a alta carga tributária da época.

Mais de dois séculos se passaram. Mas a relação entre o brasileiro e os impostos continua sendo, no mínimo, desafiadora.

Se antes a revolta era contra cobranças abusivas e imposições da Coroa, hoje o cenário é outro, porém, não menos complexo. O empresário brasileiro convive com um sistema tributário que exige atenção, conhecimento e, principalmente, estratégia.

E aqui está o ponto que muitos ainda ignoram:

O problema não é apenas pagar imposto. É pagar sem entender.

Muitos negócios operam no automático, tratando a tributação como uma obrigação inevitável, sem perceber que estão, muitas vezes, pagando mais do que deveriam, não por erro do sistema, mas por falta de gestão.

Empresas não quebram apenas por falta de faturamento. Elas quebram por falta de controle. Enquanto alguns enxergam o imposto como um peso, outros já entenderam que ele pode, e deve ser analisado, planejado e otimizado dentro da legalidade.

E é nesse momento que a contabilidade deixa de ser operacional e passa a ser estratégica. Hoje, diferente da época de Tiradentes, não faltam informações, ferramentas ou profissionais qualificados. O que ainda falta, em muitos casos, é consciência empresarial.

Consciência de que:
Regime tributário é escolha, não obrigação fixa
Planejamento não é custo, é economia
E Gestão tributária não é luxo, é sobrevivência

Talvez o verdadeiro “grito de independência” do empresário moderno não seja contra os impostos em si, mas contra a falta de domínio sobre eles.

Porque no cenário atual, não basta cumprir obrigações. É preciso entender, decidir e agir com segurança. "No fim, a diferença não está no quanto você paga mas no quanto você entende sobre o que paga", Cacau Saraiva.

E é exatamente aqui que muitos negócios perdem dinheiro sem perceber. Uma escolha equivocada de regime tributário, a ausência de acompanhamento ou a falta de planejamento podem gerar prejuízos silenciosos ao longo do tempo.

Empresários que crescem com consistência não são apenas os que faturam mais, são os que tomam decisões melhores. Se você ainda não tem clareza sobre como sua empresa está sendo tributada, talvez esteja na hora de olhar para isso com mais estratégia.

Uma análise pode revelar oportunidades reais de economia e direcionamento para o crescimento.

Contabilidade e Consultoria com foco em decisão estratégica

REVELAÇÃO: Governo Lula já soma R$ 7,3 bilhões em viagens e R$ 1,2 bilhão segue sob sigilo; veja o que não aparece

Foto: Divulgação

O governo do presidente Lula (PT) acumulou R$ 7,3 bilhões em despesas com viagens desde 2023, incluindo deslocamentos nacionais e internacionais. Do total, cerca de R$ 1,2 bilhão está sob sigilo, sem detalhamento público, o que levanta questionamentos sobre transparência no uso de recursos federais.

De acordo com dados oficiais, os maiores volumes de gastos estão concentrados nos ministérios da Justiça, Defesa e Educação, que lideram as despesas com deslocamentos de servidores e autoridades, conforme informações do Portal Paulo Mathias.

As viagens internacionais representam quase R$ 1 bilhão dentro desse total, ampliando o montante destinado a agendas fora do país desde o início do atual governo.

Um dos pontos que mais chama atenção, segundo informações disponíveis, é o volume de despesas classificadas como sigilosas. Aproximadamente R$ 1,2 bilhão não possui detalhamento público, o que intensifica o debate sobre transparência. A informação é do blog do BG.

Especialistas apontam que a ausência de informações completas dificulta o controle social e o acompanhamento dos gastos públicos, tema que costuma gerar forte repercussão política.

Suspensão de R$ 38,8 bilhões em investimentos acende alerta para renováveis no Nordeste

Entidades confirmaram a suspensão de R$ 38,8 bi em investimentos por parte das empresas, que avaliam migrar os aportes | Foto: Adriano Abreu

Suspensão de R$ 38,8 bi no NE (2025-26) acende alerta no setor renovável: cortes de geração, falta de transmissão, insegurança regulatória e poucos incentivos travam avanços. No RN, há risco de perda de competitividade, fuga de capital, demissões e adiamento de projetos, embora empresas ainda demonstrem interesse na região.

O presidente da Associação Potiguar de Energias Renováveis (Aper), Williman Oliveira, aponta que a desistência das empresas representa um cenário negativo para o RN e pode estar atrelada a múltiplos fatores. É o caso da infraestrutura insuficiente de linhas de transmissão para o escoamento da energia produzida na região, além da falta de incentivos fiscais para o crescimento da demanda por fontes renováveis no Estado.

“[Acredito que isso aconteceu] muito pela dificuldade quando [as empresas] têm que bloquear a sua geração, gerando um prejuízo incalculável para quem acreditou que teria investimentos em expansão de rede e incentivos para o consumo local”, aponta Williman Oliveira.

O diretor-técnico regulatório da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Francisco Silva, observa que a entidade não dispõe de dados relativos ao cancelamento de investimentos em 2025 e 2026 no RN e Nordeste. Ele reconhece, contudo, que ao longo dos últimos anos a suspensão de investimentos pode ser considerável e tem como principal motivador o curtailment.

“Sabemos que todo o mercado que investe em energia eólica e solar fotovoltaica centralizada está reavaliando os seus investimentos. Hoje esses geradores estão ficando com uma incerteza que inviabiliza a possibilidade de construir novos empreendimentos. Então dá para dizer que todos os geradores estão verificando qual é o melhor momento para se investir novamente nesse mercado, tendo em vista o tamanho da incerteza, especialmente por conta dos cortes de geração”, aponta o diretor.

O presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), Darlan Santos, alerta para o risco de fuga de investimentos. “Nos últimos meses, vimos um processo preocupante de demissões no setor. Muitas dessas companhias, que atuam em diversos segmentos, estão recalculando suas rotas para minimizar riscos. Nesse contexto, o Nordeste é a região que mais perde, apesar de possuir o maior potencial natural de geração eólica e solar do país. O risco real é que assistamos a uma migração de investimentos estratégicos que deveriam estar consolidando o Nordeste como o centro da nossa transição energética”, destaca.

Para o presidente da Comissão Temática de Energias Renováveis da Fiern (Coere), Sérgio Azevedo, a suspensão dos investimentos anunciados pelo setor é um sinal claro de perda de competitividade de uma região que sempre teve vocação natural para liderar a transição energética brasileira.

“O problema é que vocação, sozinha, não basta. É preciso ambiente regulatório adequado, capacidade de resposta do sistema, previsibilidade e visão estratégica”, aponta Sérgio Azevedo, acrescentando que para o RN, o impacto potencial é relevante: “adiamento ou cancelamento de novos parques, migração de capital para mercados com menor risco sistêmico, perda de competitividade da cadeia produtiva local, redução da geração de empregos, enfraquecimento da arrecadação e perda de protagonismo de um estado que reúne condições naturais excepcionais para produzir energia limpa. Em outras palavras, o RN corre o risco de deixar de capturar a próxima onda de investimentos justamente por não conseguir transformar sua vocação em segurança para o investidor”, declara.

Setor aponta problemas em marco regulatório

O debate sobre a insegurança para investir no setor de energias renováveis se une às discussões sobre regulamentações para assegurar maior confiança aos investidores no setor. Em novembro do ano passado, o governo sancionou a Lei nº 15.269, com o objetivo de modernizar o marco regulatório do setor elétrico e estabelecer novas diretrizes para ampliar a segurança energética, a acessibilidade tarifária e introduzir mecanismos mais eficientes de operação do sistema.

Francisco Silva, da ABEEólica, aponta que a legislação federal passou a atribuir uma série de responsabilidades para os geradores de energias renováveis, prejudicando potenciais projetos e outros já em operação ou desenvolvimento. Ele observa, no entanto, que o marco também traz aspectos positivos do ponto de vista dos cortes de geração.

“A lei trouxe a necessidade de um endereçamento para os cortes de geração, pois qualificou quais os cortes que o legislador entende que os geradores têm ou não direito a receber. Agora nós estamos na expectativa do Ministério de Minas e Energia regulamentar esses cortes para que consigamos voltar a ter previsibilidade sobre os investimentos”, aponta.

O presidente da Coere/Fiern, Sérgio Azevedo, afirma que a Lei nº 15.269/2025 foi um avanço importante, pois moderniza o marco regulatório do setor elétrico, cria bases legais para o armazenamento de energia e abre caminho para sua regulamentação e expansão no país. No entanto, na avaliação dele, é preciso que haja uma regulamentação célere e eficaz para transformar a diretriz legal em mercado real.

“Além disso, é fundamental que a implementação dos incentivos ao armazenamento prestigie a lógica da adicionalidade, ou seja, que estimule capacidade nova, flexibilidade nova e, sempre que possível, soluções conectadas à expansão de novos parques eólicos e solares”, afirma.

“O Brasil precisa evitar soluções que apenas redistribuam energia já existente no sistema sem atacar a raiz do problema. O armazenamento deve ser tratado como instrumento para destravar investimento novo, reduzir o curtailment e recompor a atratividade das regiões mais afetadas, especialmente o Nordeste”, acrescenta Azevedo.

Empresas mantêm interesse no RN e Nordeste

Apesar das incertezas que rondam o setor de renováveis, empresas que atuam no RN reiteram que mantêm o interesse em seguir no Nordeste. Em resposta à reportagem da TRIBUNA DO NORTE, a Casa dos Ventos destacou que segue na contramão do mercado. A empresa tinha sido apontada pela reportagem do Valor Econômico como uma das desistentes, mas a informação foi corrigida pelo veículo.

“A Casa dos Ventos mantém um pipeline robusto e segue investindo em ativos para geração de energia renovável tanto no Nordeste quanto em outras geografias. São investimentos que impulsionam não apenas a expansão da companhia, mas também a retomada do setor, movimentando a cadeia produtiva e gerando empregos nessas regiões”, disse.

A Vestas, que atualmente conta com o Parque Esquina do Vento em desenvolvimento no RN, também reiterou o interesse em manter ativos no Estado e no Nordeste. “Temos uma presença sólida no Brasil, com ativos relevantes como a fábrica de alta tecnologia no Ceará, o hub regional de serviços no Rio Grande do Norte e uma cadeia de suprimentos robusta, com mais de 100 fornecedores”, destacou

A companhia reconhece, contudo, que o setor enfrenta desafios estruturais e precisa evoluir destravar novos investimentos. “Apesar de o Brasil contar com um dos melhores recursos eólicos do mundo — especialmente no Nordeste — há um risco real de perda de protagonismo, caso ajustes relevantes não sejam realizados. Nesse contexto, a Vestas mantém um diálogo contínuo e construtivo com o governo brasileiro, com uma postura propositiva para contribuir com a superação dos desafios atuais do setor”, apontou.


Cuidar da mente também faz parte do tratamento oncológico: saúde mental e emocional ganha destaque no enfrentamento da doença

Receber o diagnóstico de câncer é um dos momentos mais delicados na vida de qualquer pessoa. Além dos desafios físicos gerados pela doença e pelo tratamento, especialistas alertam para um aspecto que, por muito tempo, foi pouco falado: a saúde mental e emocional do paciente.

Ansiedade, medo, insegurança, alterações no sono, tristeza, sensação de perda de controle, sintomas depressivos e até mesmo negação são reações comuns após a confirmação do diagnóstico. No entanto, o que muitas pessoas ainda secundarizam é o cuidado com a saúde mental e emocional, que não deve ser apenas um suporte complementar — ele é parte essencial do tratamento oncológico.

O bem-estar emocional pode impactar diretamente a forma como o paciente enfrenta o tratamento. “Quando há suporte psicológico adequado, é notório que o paciente adere mais rápido ao tratamento, tem maior capacidade de lidar com os efeitos colaterais, desenvolve uma melhor comunicação com a equipe médica, reduz os sintomas de ansiedade e estresse, e gera mais qualidade de vida durante o processo”, observa a psicóloga da Clínica de Oncologia e Mastologia de Natal, Dra. Rafaella Gimenez. Além disso, pacientes emocionalmente assistidos tendem a desenvolver estratégias mais saudáveis para lidar com os desafios da doença ao longo do tratamento.

O tratamento do câncer evoluiu — e hoje se entende que ele precisa ser multidisciplinar e multiprofissional, olhando para o paciente de forma integral. Isso inclui não apenas combater a doença, mas também preservar a dignidade, o equilíbrio emocional e a qualidade de vida, tendo acompanhamento para além da oncologia. 

“O câncer não afeta apenas o corpo. Ele impacta a rotina, os relacionamentos e a forma como o paciente se percebe no mundo. Por isso, olhar, também, para o aspecto emocional é fundamental”, comenta a psicóloga.

Falar sobre saúde mental e os aspectos emocionais é uma forma de humanizar o cuidado e lembrar que, por trás de cada diagnóstico, existe uma pessoa que precisa ser acolhida e que buscar ajuda, não é fraqueza. “Durante os atendimentos, que oferecemos na Clínica de Oncologia e Mastologia de Natal, desenvolvemos estratégias para enfrentar o medo e a ansiedade, melhorando, também, a comunicação com familiares e os profissionais de saúde, resgatando, em meio a tudo isso, o senso de autonomia e identidade”, finaliza a Dra. Rafaella Gimenez.


Flávio Bolsonaro avalia vereadora mais votada do Nordeste como vice em possível chapa contra Lula

Foto: Divulgação/Redes sociais

O senador Flávio Bolsonaro (PL) estaria avaliando o nome da vereadora Priscila Costa, do PL de Fortaleza, como possível candidata a vice em uma eventual chapa presidencial que enfrentaria o presidente Lula (PT) nas eleições de outubro, segundo interlocutores da pré-campanha. A parlamentar, que foi uma das mais votadas do Nordeste, teria recebido elogios públicos do próprio Flávio em recente evento político.

Em encontros recentes com aliados, Flávio Bolsonaro teria sinalizado simpatia pelo nome da vereadora, que também é presidente do PL Mulher no Ceará e atualmente pré-candidata ao Senado.

Em um evento político, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro elogiou a atuação da parlamentar e afirmou que ela “já faz um estrago sendo vereadora. Imagine em Brasília”, segundo registros da ocasião.

De acordo com interlocutores da articulação, a possível escolha teria como estratégia ampliar o alcance do PL no eleitorado feminino e fortalecer a presença no Nordeste, região historicamente dominada por votações do PT.

A movimentação ainda é tratada como preliminar e não há confirmação oficial de composição de chapa, segundo aliados próximos da pré-campanha.

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Alerta do Inmet indica chuvas intensas em todo o RN na véspera do feriado de Tiradentes

Foto: Adriano Abreu

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) renovou um alerta de chuvas intensas válido para todo o Rio Grande do Norte nesta segunda-feira (20), véspera do feriado de Tiradentes, que ocorre nesta terça-feira (21). O aviso é classificado com grau de severidade de “perigo potencial” e segue válido até as 23h59.

De acordo com o órgão, a previsão é de chuvas entre 20 e 30 mm por hora, podendo chegar a até 50 mm ao longo do dia, além de ventos com intensidade entre 40 e 60 km/h. Apesar do volume previsto, o risco é considerado baixo para ocorrências mais graves, como corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.

Foto: Divulgação/Inmet

O Inmet orienta que, em caso de rajadas de vento, a população evite se abrigar debaixo de árvores, devido ao risco de queda e de descargas elétricas, e não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. Também é recomendado evitar o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada durante as instabilidades.

Em situações de emergência, a recomendação é acionar a Defesa Civil, pelo telefone 199, ou o Corpo de Bombeiros, pelo número 193.

“Pingo da Mei Dia” abre Mossoró Cidade Junina 2026 no dia 6 de junho

Evento reúne atrações nacionais e locais e marca início dos festejos juninos na cidade

“Pingo da Mei Dia” abre Mossoró Cidade Junina 2026 com shows e programação cultural - Foto: Wilson Moreno (Secom/PMM)

A abertura oficial do “Mossoró Cidade Junina” (MCJ) 2026 será realizada no dia 6 de junho, com o tradicional “Pingo da Mei Dia”, na avenida Rio Branco, em Mossoró.

A programação inclui atrações como Bell Marques, Nattan, Dan Ventura e Banda Grafith, além de outros artistas.

Em 2025, o “Pingo da Mei Dia” reuniu cerca de 250 mil pessoas no Corredor Cultural, segundo a organização.

O evento começa às 12h e segue até a noite, com trios elétricos ao longo do percurso na avenida Rio Branco.

A edição deste ano contará com participação de artistas locais e regionais.

O “Pingo da Mei Dia” ocorre no Corredor Cultural e integra a programação do Mossoró Cidade Junina.

O evento segue com percurso ampliado e estrutura voltada à realização das atividades.


RN é 1º lugar em redução de investimentos, aponta estudo

Foto: Reprodução

Na contramão do restante do país, o Rio Grande do Norte registrou queda de 43,2% nos investimentos feitos nos últimos oito anos, segundo dados da Aequus Consultoria. Os números apontam que, em 2018, o Governo do Estado investiu R$ 1,41 bilhão, enquanto, no ano passado, o volume ficou em R$ 808,2 milhões. Além do RN, no Brasil, apenas o Amazonas apresentou redução de investimentos no período, de 26,3%. Outro dado que chama a atenção, dentro do recorte, é o aumento do comprometimento de receita corrente (de 78,7% para 98,4%), a elevação do déficit de caixa (de R$ 2,4 bilhões para R$ 3 bilhões) e o crescimento da dívida consolidada, de 49,8%.

Em números absolutos, a dívida consolidada saiu de R$ 6,64 bilhões em 2018 para R$ 9,95 bilhões. A chamada dívida consolidada na Receita Corrente Líquida (RCL) do Rio Grande do Norte (aquela que envolve o comprometimento de receitas com dívidas empenhadas, como pagamentos de parcelas futuras de financiamentos, por exemplo) saiu de 45,5% em 2018 para 48,9% em 2025. Já na variação entre 2024 e 2025, a queda no montante investido no RN foi de 25,1% (em 2024, o estado investiu R$ 1,07 bilhão), de acordo com a consultoria.

Com isso, o estado teve o segundo pior desempenho entre todas as unidades federativas, atrás apenas do Tocantins (que apresentou diminuição de 27% neste recorte temporal). No Brasil, os investimentos no ano passado somaram R$ 119,75 bilhões, alta de 7,9% em relação a 2024 (R$ 111,02 bilhões).

Para compreender o que impede o Rio Grande do Norte de retomar sua competitividade e capacidade de aporte, o professor do Departamento de Economia da UFRN, Thales Penha, destaca que, embora a dívida consolidada não apresente um patamar alarmante, o cenário é agravado por problemas estruturais que estrangulam o orçamento. Segundo o especialista, pelas normas de responsabilidade fiscal, a dívida poderia atingir até 200% da receita, já que seu impacto depende diretamente dos prazos.

No entanto, o gargalo norte-rio-grandense reside na rigidez orçamentária. “Todos os investimentos do RN desde 2018 a 2025 estão diretamente atrelados à restrição fiscal que o Estado enfrenta. Desde a crise de 2014, tivemos uma maior retração de receitas, e as despesas que se tornam obrigatórias crescem numa velocidade maior do que as receitas”, analisa Penha.

De acordo com o professor, duas grandes despesas têm crescido e estrangulado a capacidade de crescimento do RN. “Uma delas é o pagamento de salários e a falta de organização e estruturação de carreiras”, pontua.

Tribuna do Norte

Ponto facultativo desta segunda (20) pode custar R$ 631,5 milhões aos cofres públicos

Foto: Reprodução

O ponto facultativo decretado para esta segunda-feira (20) no governo federal pode representar um custo estimado de R$ 631,5 milhões aos cofres públicos.

O valor corresponde ao gasto médio diário com servidores civis da ativa no primeiro trimestre deste ano.

Segundo dados do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), o Executivo federal possui cerca de 564,6 mil servidores ativos.

Entre janeiro e março, as despesas com esse grupo somaram R$ 39,7 bilhões, incluindo salários, contribuições previdenciárias e outros pagamentos.

A estimativa foi calculada com base em levantamento feito por meio da ferramenta Siga Brasil, do Senado Federal, considerando os dias úteis do período.

O MGI também publicou nota reforçando o ponto facultativo, conforme portaria divulgada em dezembro que define o calendário do ano. A informação é do blog do BG.

Ao todo, estão previstos nove dias de ponto facultativo em 2026. Considerando todas as categorias, incluindo militares, aposentados e pensionistas, o gasto total com pessoal do Executivo federal chegou a R$ 88,2 bilhões no primeiro trimestre.


Taxa de juros potencializa o endividamento da população, diz especialista

Uma pesquisa recente do Datafolha revelou um dado preocupante: 67% dos brasileiros têm dívidas. Durante entrevista ao Agora CNN, Jeferson Bittencourt, líder de macroeconomia do ASA, afirmou que a taxa de juros potencializa o endividamento.

O especialista explicou que, do ponto de vista macroeconômico, o nível da taxa de juros é determinante para essa situação, levando muitas pessoas a uma condição de sobreendividamento e até insolvência.

"O primeiro passo para a gente ter taxas de juros menores e viabilizar uma saída mais estrutural da população desses níveis elevados de endividamento é aceitar uma atividade mais fraca e principalmente aceitar um ajuste fiscal duradouro", afirmou Bittencourt, quando questionado sobre possíveis soluções para o problema.

O líder de macroeconomia do ASA mencionou que, após o primeiro Desenrola do governo federal, em 2023, novos programas de crédito surgiram e acabaram gerando novas dívidas para a população.

"A gente tem taxas de juros se sustentando em um patamar mais alto e novos programas de crédito para a população", pontuou.

Segundo o especialista, o endividamento da população brasileira tem raízes diversas, como o baixo poder de compra e nível de renda, que muitas vezes forçam as pessoas a atrasarem contas básicas para manter o consumo essencial.

Outro elemento destacado é a falta de educação financeira. "Muitas vezes as pessoas não têm informação suficiente, não têm conhecimento suficiente sobre os riscos desse endividamento elevado, dos riscos de se tornar uma bola de neve e se tornar impagável", afirmou Bittencourt.

Para o líder de macroeconomia do ASA, "a população se endivida sem ter muita clareza da origem e das consequências desse endividamento."

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sexta-feira, 17 de abril de 2026

Gestão do prefeito Sabino entrega passagem molhada e nova usina solar na zona rural de Apodi


A Prefeitura de Apodi segue levando desenvolvimento e qualidade de vida para a zona rural. No sítio Caboclo e comunidades vizinhas, a gestão do prefeito Sabino realizou a entrega de duas importantes ações: a inauguração da Passagem Molhada Francisco Adelino de Oliveira e a implantação de mais uma usina de energia solar, fortalecendo a infraestrutura e a sustentabilidade na região do Vale.

A passagem molhada, construída com investimento superior a R$ 100 mil, garante mais mobilidade e segurança para moradores, especialmente em períodos chuvosos. A obra facilita o deslocamento de estudantes, professores e trabalhadores, além de contribuir diretamente para o escoamento da produção agrícola.


O momento também foi marcado por uma homenagem a Francisco Adelino de Oliveira, reconhecido por sua trajetória de dedicação à comunidade. A obra leva seu nome como símbolo de respeito e reconhecimento à sua história.

Além disso, a gestão municipal celebrou a entrega de mais uma usina solar, fruto de parceria com os mandatos dos vereadores Laete Oliveira, Ednarte Silveira e Andreza Alves. A iniciativa representa um avanço significativo para as comunidades atendidas, trazendo benefícios concretos como redução de custos com energia, utilização de fonte limpa e renovável, valorização da região e mais autonomia para os moradores.


Investir em energia sustentável é também investir no fortalecimento do homem do campo, garantindo mais eficiência no dia a dia e preservação ambiental.

Com ações integradas, a gestão do prefeito Sabino reafirma seu compromisso com o desenvolvimento das comunidades rurais, unindo infraestrutura, inovação e cuidado com as pessoas. Seguimos avançando com trabalho, responsabilidade e energia total!

Fonte: Assessoria de Comunicação da PMA

Execução de emendas vira foco de disputa entre base e oposição no RN

A demora do governo Fátima Bezerra (PT) na execução de recursos das emendas parlamentares constantes do Orçamento Geral do Estado (OGE) continua polarizando o debate político na Assembleia Legislativa, mesmo depois de duas reuniões ocorridas no gabinete da presidência e na Comissão de Fiscalização e Finanças da Casa, nos dias 14 e 16, com participações de deputados e representantes do Executivo e órgãos de controle para encontrar uma forma de liberar recursos, principalmente para obras e outras ações nos municípios.

O deputado oposicionista Coronel Azevedo (PL) destacou que “o povo elege seus representantes e eles participam do orçamento indicando emendas. Então fortalecer a democracia é respeitar o orçamento participativo que se representa pelas emendas parlamentares.”.

Coronel Azeredo também disse, na sessão da quinta-feira (16), que a exemplo das parlamentares no Congresso Nacional, existe o compromisso do governo federal liberar 65% dos recursos no primeiro semestre: “Aqui é dever do executivo estadual pagar 50% das emendas até o final do primeiro semestre. Esperamos que ele cumpra essa obrigação legal”.

Coronel Azevedo sugeriu ao presidente da Comissão de Finanças e Fiscalização que mantivesse contato com as demais Comissões de Finanças das Assembleias Legislativas estaduais do Brasil, para verificar o andamento da execução do pagamento de emendas parlamentares relativas ao exercício de 2026 e as que ficaram em restos a pagar do exercício 2025. “Para que possamos ter indicadores de comparação sobre a execução de emendas com demais Estados. Não podemos admitir que as emendas do nosso estado sejam as lanterninhas do Brasil”, completou.

O líder do governo, deputado Francisco do PT reiterou, como já havia dito na Comissão de Finanças, que ´é legítimo esse debate entre oposição e situação sobre o assunto, mas discordou da afirmação dita em plenário de que ele não sabia das informações: “Alguns deputados não participam das reuniões, seja por qual for o motivo, e não sabem das informações. Toda hora é dito que o Governo do Estado discrimina parlamentares da oposição na hora de pagar as emendas, mas se pegar os dados do pagamento, é constatado que tem deputado de oposição que já teve mais pagamento do que deputado governista e isso é fato”.

Francisco do PT havia dito na reunião da CFF que alguns deputados sequer indicaram as emendas e seus beneficiários, tendo repetido em plenário que quem define a prioridade da emenda é o parlamentar.

“Qual o problema de um parlamentar escolher como prioridade qual emenda que quer pagar? A decisão de um colega que escolhe o que priorizar é desrespeitada por esse tipo de questionamento. Quando o governo diz quanto vai pagar de cada deputado, o deputado decide o que vai indicar com aquele valor”, cobrou o líder governista.

O deputado José Dias (PL) voltou a tratar da liberação de emendas parlamentares durante a sessão plenária desta quinta-feira (16), na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. Em discurso, o parlamentar afirmou que seguirá abordando o tema enquanto, segundo ele, não houver tratamento “com lisura, justiça e republicanismo” por parte do Governo do Estado.

O deputado estadual José Dias (PL) já havia questionado o atraso das emendas parlamentares na sessão do dia 15 e voltou a cobrar do Executivo, na quinta-feira (16) o cumprimento de decisões judiciais determinando o pagamento de emendas de 2024 e 2025, que estão em restos a pagar.

Segundo o deputado, há casos em que emendas são liberadas integralmente, enquanto outras recebem apenas parte do valor.

Governo efetivou pagamento de R$ 2,96 milhões

A governadora Fátima Bezerra autorizou, nesta semana, a abertura de créditos orçamentários que somam R$ 2,96 milhões. O maior volume de recursos, no valor de R$ 2,53 milhões, contempla indicações de cinco parlamentares: Neilton Diógenes e Nelter Queiroz (PP), Taveira Júnior (PSDB) e Terezinha Maia e José Dias (PL).

Em um segundo decreto, o Governo oficializou o repasse de mais R$ 350 mil, destinados a atender emendas dos deputados Dr. Kerginaldo e Luiz Eduardo (PL).

A autorização conta com o aval da Secretaria de Estado do Planejamento e das Finanças (SEPLAN) e segue os ritos da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, conforme edição do “Diário Oficial do Estado” da quinta-feira (16).

Já na edição de quarta-feira (15), o D.OE trazia a liberação de emenda da deputada estadual Terezinha Maia, no valor de R$ 30 mil e na quinta (16), emenda do deputado estadual Ubaldo Fernandes (PV) no valor de R$ 50 mil.

Pela legislação eleitoral, o governo do Estado tem até três meses antes do pleito para liberar recursos de emendas parlamentares.

Rico em recursos, pobre em poder: Brasil, petróleo e a geopolítica da crise

A crise no Estreito de Ormuz recoloca o petróleo no centro da disputa global — e, nesse tabuleiro, o Brasil passa a ocupar um lugar muito mais estratégico do que costuma reconhecer.

A China, maior importadora de energia do mundo, depende estruturalmente do fluxo que atravessa Ormuz. Qualquer ameaça àquele corredor — seja por escalada envolvendo o Irã, seja por intervenção direta dos Estados Unidos — cria um risco imediato de desorganização energética global. É exatamente nesse ponto que o petróleo brasileiro ganha centralidade.

Não se trata de um detalhe comercial. Trata-se de reposicionamento geoeconômico.

Ao ampliar as compras de petróleo brasileiro, a China não está apenas diversificando fornecedores — está reduzindo sua vulnerabilidade a um dos principais gargalos estratégicos do planeta. O pré-sal brasileiro, nesse contexto, funciona como uma espécie de “seguro geopolítico” fora do raio direto de conflito. Para o Brasil, isso se traduz em demanda robusta, entrada de divisas e valorização de seus ativos energéticos. Até aqui, parece um ganho inequívoco.

Esse movimento já está em curso. Em março de 2026, a China elevou suas importações de petróleo brasileiro para cerca de 1,6 milhão de barris por dia — o maior volume já registrado — em um contexto em que reduziu significativamente sua dependência do Oriente Médio diante da instabilidade no Golfo. Não se trata de uma oscilação pontual, mas de uma realocação estratégica de fornecedores em meio à crise.

O que está em curso não é simplesmente um ciclo favorável de exportações. É a incorporação do Brasil a uma engrenagem global de segurança energética desenhada por outra potência. Ao atender à demanda chinesa em um momento de tensão no Golfo, o país passa a desempenhar um papel funcional dentro da estratégia de contenção de riscos da Ásia — sem, no entanto, controlar os termos dessa inserção.

Há um ganho econômico claro, mas há também uma perda de autonomia silenciosa.

Porque quanto mais o Brasil se consolida como fornecedor de petróleo bruto para a China, mais reforça uma inserção primário-exportadora, dependente de preços internacionais voláteis e de decisões estratégicas tomadas fora de seu território. Não estamos falando apenas de comércio: estamos falando de uma especialização regressiva em um momento em que o mundo disputa tecnologia, cadeias industriais e poder financeiro.

A crise no Estreito de Ormuz escancara essa contradição.

De um lado, o Brasil se beneficia diretamente da instabilidade — preços mais altos, maior demanda, centralidade energética. De outro, torna-se ainda mais atrelado a um modelo de inserção que limita sua capacidade de definir o próprio projeto de desenvolvimento. Quanto maior a tensão no Golfo, maior a importância do petróleo brasileiro — e maior também o risco de o país se acomodar nesse papel.

O ponto central, portanto, não é celebrar o aumento das exportações.

É perguntar o que o Brasil faz com esse momento.

Se transformar essa janela em estratégia — agregando valor, expandindo refino, articulando política industrial e usando a renda do petróleo para diversificação produtiva — o país pode, de fato, converter crise externa em fortalecimento interno.

Se não, corre o risco de repetir o padrão histórico: ganhar no curto prazo e perder no longo.

E, desta vez, em um mundo muito mais instável — onde energia deixou de ser apenas uma commodity e voltou a ser, como sempre foi, instrumento de poder.

Terras raras e a disputa pelo futuro

Se o petróleo reposiciona o Brasil na crise do Estreito de Ormuz, os minerais de terras raras expõem, de forma ainda mais contundente, os limites desse reposicionamento.

O país detém uma das maiores reservas do mundo — frequentemente apontado como o segundo maior em potencial — mas permanece à margem daquilo que realmente importa: a transformação industrial desses minerais. Enquanto a China domina não apenas a extração, mas sobretudo o refino e a cadeia de valor das terras raras, o Brasil segue preso ao estágio mais primário do processo — quando sequer o realiza plenamente.

E aqui está o ponto decisivo: terras raras não são apenas mais uma commodity.

Elas são insumo crítico para turbinas eólicas, carros elétricos, sistemas de defesa, semicondutores e praticamente toda a base material da economia do século XXI. Em outras palavras, estamos falando da infraestrutura física da transição energética e da disputa tecnológica global.

O paralelo com o petróleo é inevitável — e incômodo.

Assim como no pré-sal, o Brasil possui o recurso. Assim como no petróleo, há demanda externa crescente. E, novamente, o risco é ocupar o papel de fornecedor de base, enquanto outros países controlam as etapas de maior valor, tecnologia e poder.

A diferença é que, no caso das terras raras, essa assimetria já está consolidada.

A China construiu, ao longo de décadas, um domínio quase monopolista sobre o refino e a manufatura desses minerais, transformando-os em instrumento estratégico de política externa. Não se trata apenas de mercado — trata-se de capacidade de pressão global. Quem controla terras raras controla cadeias produtivas inteiras.

O Brasil, por sua vez, assiste. Não por falta de recursos, mas por ausência de estratégia.

A crise no Estreito de Ormuz mostra como o petróleo pode elevar momentaneamente a relevância brasileira. Mas as terras raras revelam o outro lado da equação: a incapacidade histórica de transformar vantagem geológica em poder econômico e tecnológico.

E isso muda tudo.

Porque, enquanto o petróleo garante fluxo de divisas, as terras raras definem quem lidera — ou não — a próxima etapa da economia global. Permanecer fora dessa cadeia significa abrir mão não apenas de riqueza, mas de soberania tecnológica.

O risco, portanto, não é apenas repetir o padrão primário-exportador.

É consolidá-lo em duas frentes simultâneas: na energia e na tecnologia.

A ilusão da vantagem

O Brasil nunca teve tantos ativos estratégicos ao mesmo tempo — petróleo em escala global, reservas minerais críticas, posição geopolítica relativamente estável em um mundo em conflito.

E, ainda assim, permanece preso a uma lógica conhecida.

A ilusão é achar que abundância de recursos é sinônimo de poder.

Não é.

Poder, no mundo contemporâneo, não está na posse do recurso — está no controle da cadeia, na capacidade de transformação, na tecnologia, no comando financeiro e industrial que organiza esses fluxos.

Hoje, o petróleo brasileiro ajuda a estabilizar a segurança energética da China em meio à crise no Golfo. Amanhã, as terras raras brasileiras podem alimentar a transição energética global — desde que outros países façam o que o Brasil não faz.

Essa é a escolha colocada, ainda que raramente explicitada.

Ou o país transforma seus recursos em estratégia de desenvolvimento — industrializa, agrega valor, constrói capacidade tecnológica e redefine sua inserção internacional.

Ou continuará desempenhando o papel que sempre lhe foi reservado: fornecedor confiável de riqueza para os outros, enquanto adia, mais uma vez, o próprio futuro.

*Este artigo não reflete, necessariamente, a posição da Revista Fórum. 

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