segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Por que a autenticidade virou moeda de engajamento

Nos últimos anos, as redes sociais passaram por uma transformação profunda na forma como medem o sucesso e o impacto de seus criadores de conteúdo. Se antes bastava ter fotos bem produzidas, vídeos editados com perfeição e uma vida aparentemente impecável, hoje o público busca algo muito mais simples e, ao mesmo tempo, poderoso: autenticidade. Esse valor se tornou uma verdadeira moeda de engajamento, determinando quem conquista atenção, confiança e, principalmente, lealdade da audiência.

A fadiga do conteúdo “perfeito”

Durante muito tempo, o padrão das redes sociais foi mostrar uma vida aspiracional. Perfis cheios de viagens luxuosas, corpos esculturais e rotinas sem falhas dominavam o feed. Porém, esse excesso de perfeição começou a gerar desconfiança e até cansaço nos usuários. A audiência passou a perceber que muitas dessas imagens eram irreais, fruto de edições, contratos publicitários e narrativas fabricadas. Esse distanciamento entre “vida mostrada” e “vida real” abriu espaço para uma nova demanda: conteúdos genuínos, que refletissem pessoas comuns e situações verdadeiras.

A confiança como base do engajamento

Em um ambiente digital onde as pessoas são expostas a centenas de anúncios e estímulos diários, confiar em quem produz conteúdo virou um diferencial. A autenticidade cria uma ponte emocional: quando um influenciador compartilha falhas, vulnerabilidades ou experiências do dia a dia sem filtros, o público se identifica e se sente parte daquela história. Esse vínculo fortalece o engajamento, pois comentários, curtidas e compartilhamentos passam a surgir de forma orgânica.

O papel dos nano e micro influenciadores

Um dos maiores reflexos desse movimento é a ascensão dos nano e micro influenciadores. Diferente das celebridades digitais com milhões de seguidores, esses criadores possuem comunidades menores, mas muito mais engajadas. Eles são vistos como pessoas “de verdade”, que compram no mesmo mercado, enfrentam os mesmos desafios e dão opiniões sem parecer forçadas por contratos publicitários. Para marcar, essa conexão autêntica muitas vezes gera mais resultados do que campanhas com grandes nomes.

Transparência e vulnerabilidade como ativos

Mostrar bastidores, admitir erros, falar de inseguranças ou simplesmente aparecer sem maquiagem são práticas que antes poderiam ser vistas como fraqueza, mas hoje são entendidas como sinais de coragem. Essa transparência aproxima e gera identificação. Em uma era em que os filtros e inteligências artificiais podem criar versões irreais de qualquer pessoa, a vulnerabilidade se tornou um dos ativos mais valiosos para quem busca relevância.

Marcas também precisam ser autênticas

Não são apenas os influenciadores que precisam se adaptar. Empresas e marcas também estão sendo cobradas por autenticidade. O público exige coerência entre discurso e prática: não adianta falar em sustentabilidade e patrocinar práticas que prejudicam o meio ambiente. Da mesma forma, não adianta defender diversidade sem refletir isso dentro da própria estrutura organizacional. O consumidor moderno é atento e não hesita em expor incoerências.        

Autenticidade como futuro do marketing digital

Se a atenção é o recurso mais disputado na internet, a autenticidade é o que garante que essa atenção seja conquistada e mantida. Mais do que vender um produto, trata-se de criar relações de confiança e pertencimento. Nesse sentido, a autenticidade deixou de ser apenas uma característica desejável para se tornar a moeda central do engajamento. Baixar video Instagram

No fim, a lógica é simples: em um mundo cheio de filtros, que mostra a verdade acaba se destacando.

Fonte: Izabelly Mendes.

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