Nos últimos anos, as redes sociais passaram por uma
transformação profunda na forma como medem o sucesso e o impacto de seus
criadores de conteúdo. Se antes bastava ter fotos bem produzidas, vídeos
editados com perfeição e uma vida aparentemente impecável, hoje o público busca
algo muito mais simples e, ao mesmo tempo, poderoso: autenticidade. Esse valor
se tornou uma verdadeira moeda de engajamento, determinando quem conquista
atenção, confiança e, principalmente, lealdade da audiência.
A fadiga do conteúdo “perfeito”
Durante muito tempo, o padrão das redes sociais foi
mostrar uma vida aspiracional. Perfis cheios de viagens luxuosas, corpos
esculturais e rotinas sem falhas dominavam o feed. Porém, esse excesso de
perfeição começou a gerar desconfiança e até cansaço nos usuários. A audiência
passou a perceber que muitas dessas imagens eram irreais, fruto de edições,
contratos publicitários e narrativas fabricadas. Esse distanciamento entre
“vida mostrada” e “vida real” abriu espaço para uma nova demanda: conteúdos
genuínos, que refletissem pessoas comuns e situações verdadeiras.
A confiança como base do engajamento
Em um ambiente digital onde as pessoas são expostas a
centenas de anúncios e estímulos diários, confiar em quem produz conteúdo virou
um diferencial. A autenticidade cria uma ponte emocional: quando um
influenciador compartilha falhas, vulnerabilidades ou experiências do dia a dia
sem filtros, o público se identifica e se sente parte daquela história. Esse
vínculo fortalece o engajamento, pois comentários, curtidas e compartilhamentos
passam a surgir de forma orgânica.
O papel dos nano e micro influenciadores
Um dos maiores reflexos desse movimento é a ascensão dos
nano e micro influenciadores. Diferente das celebridades digitais com milhões
de seguidores, esses criadores possuem comunidades menores, mas muito mais
engajadas. Eles são vistos como pessoas “de verdade”, que compram no mesmo
mercado, enfrentam os mesmos desafios e dão opiniões sem parecer forçadas por
contratos publicitários. Para marcar, essa conexão autêntica muitas vezes gera
mais resultados do que campanhas com grandes nomes.
Transparência e vulnerabilidade como ativos
Mostrar bastidores, admitir erros, falar de inseguranças
ou simplesmente aparecer sem maquiagem são práticas que antes poderiam ser
vistas como fraqueza, mas hoje são entendidas como sinais de coragem. Essa
transparência aproxima e gera identificação. Em uma era em que os filtros e
inteligências artificiais podem criar versões irreais de qualquer pessoa, a
vulnerabilidade se tornou um dos ativos mais valiosos para quem busca
relevância.
Marcas também precisam ser autênticas
Não são apenas os influenciadores que precisam se
adaptar. Empresas e marcas também estão sendo cobradas por autenticidade. O
público exige coerência entre discurso e prática: não adianta falar em
sustentabilidade e patrocinar práticas que prejudicam o meio ambiente. Da mesma
forma, não adianta defender diversidade sem refletir isso dentro da própria
estrutura organizacional. O consumidor moderno é atento e não hesita em expor
incoerências.
Autenticidade como futuro do marketing digital
Se a atenção é o recurso mais disputado na internet, a
autenticidade é o que garante que essa atenção seja conquistada e mantida. Mais
do que vender um produto, trata-se de criar relações de confiança e
pertencimento. Nesse sentido, a autenticidade deixou de ser apenas uma
característica desejável para se tornar a moeda central do engajamento. Baixar video
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No fim, a lógica é simples: em um mundo cheio de filtros,
que mostra a verdade acaba se destacando.
Fonte: Izabelly Mendes.
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