De acordo com Kennedy Paiva,
professor da UnP, organizar os documentos com antecedência pode evitar
contratempos no momento de prestar contas com o leão.
Com novas regras e atualizações trazidas pela Lei nº
214/2025, os contribuintes que vão declarar o Imposto de Renda em 2026,
referente ao ano-calendário 2025, precisam ficar atentos às mudanças e iniciar
a organização dos documentos com antecedência para evitar transtornos com a
Receita Federal. O período de entrega da declaração costuma ter início no mês
de março, conforme calendário divulgado anualmente pelo órgão.
Segundo Kennedy Paiva, professor da área de Gestão e
Negócios da Universidade Potiguar (UnP), integrante do maior e mais inovador
ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima, a preparação
antecipada é fundamental para evitar contratempos na hora de prestar contas com
o leão.
“Começar a se preparar com antecedência para o Imposto de
Renda é fundamental, pois permite reunir toda a documentação com calma, evitar
o estresse de última hora e identificar pendências a tempo. Além disso, a
organização prévia reduz o risco de erros que podem levar à malha fina ou gerar
multas por atraso, e quem entrega a declaração mais cedo geralmente recebe a
restituição mais rápido”, pontua o professor.
Novas regras para 2026
As mudanças também atingem a declaração de investimentos,
especialmente no que diz respeito a criptomoedas e outros ativos digitais. Novas
exigências detalham como essas aplicações devem ser informadas, além de regras
específicas para investimentos realizados fora do Brasil. A ampliação da
declaração pré-preenchida, que estará ainda mais completa, também é apontada
como um avanço, facilitando o preenchimento, embora a conferência dos dados
continue sendo indispensável.
Investimentos
Kennedy Paiva chama atenção para o fato de que
rendimentos e operações financeiras seguem entre os pontos que mais geram
dúvidas na hora de declarar. “Aluguéis recebidos, ganhos com a venda de
imóveis, ações ou criptomoedas, aplicações financeiras, dividendos e renda de
trabalho autônomo ou informal exigem atenção, porque qualquer inconsistência
pode gerar problemas com a Receita. Por isso, em muitos casos, é importante
procurar apoio profissional”, orienta o especialista.
Deduções
As despesas dedutíveis também merecem atenção dos
contribuintes, já que podem reduzir o imposto a pagar ou aumentar o valor da
restituição. Gastos com educação, despesas médicas, contribuições
previdenciárias e informações sobre dependentes estão entre os pontos que
exigem maior cuidado no preenchimento. Mesmo quem está isento de declarar deve
manter a documentação organizada, pois a Receita Federal pode solicitar
comprovantes posteriormente.
Segundo Kennedy Paiva, despesas com saúde, educação, Previdência Social e previdência privada do tipo PGBL podem ser utilizadas como dedução, assim como dependentes e pensão alimentícia judicial. “É fundamental guardar todos os documentos por pelo menos cinco anos, mesmo para quem está isento, porque a Receita pode pedir esses comprovantes dentro desse período. Além disso, erros como omitir rendimentos, informar dados incorretos de dependentes ou declarar despesas sem comprovação estão entre os principais motivos que levam o contribuinte à malha fina”, conclui o docente da UnP.

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