Foto: Brenno Carvalho/Agência
O Globo | Evaristo Sa/AFP
Pesquisas diárias realizadas para o mercado financeiro e
que circularam entre lideranças do PT e integrantes do governo apontaram um
cenário inesperado durante o Carnaval: por dois dias, o senador Flávio Bolsonaro teria aparecido
numericamente à frente do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva em simulações de segundo turno.
A informação é da colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo. De acordo com
relatos de aliados do Planalto, a rejeição a Lula também subiu no período,
chegando a ficar mais de quatro pontos acima da aprovação. Após o feriado, no
entanto, os números teriam voltado a oscilar, com queda tanto na desaprovação
do presidente quanto no desempenho do principal adversário.
Na avaliação de uma liderança governista que acompanha os
levantamentos, o aumento da rejeição não se consolidou em um novo patamar
permanente. Ainda assim, o governo enfrenta o desafio de reverter o quadro e
fazer com que a aprovação volte a superar a reprovação.
Levantamentos divulgados entre dezembro e janeiro já
indicavam tendência de desgaste. Pesquisa do Datafolha no início de dezembro apontou
empate técnico: 49% desaprovavam o trabalho pessoal de Lula, enquanto 48%
aprovavam. Desde então, sondagens tornadas públicas têm mostrado a avaliação
negativa numericamente acima da positiva.
O movimento registrado durante o Carnaval reforça a leitura de que o cenário pré-eleitoral permanece aberto e sujeito a oscilações no humor do eleitorado.
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