Foto: Ricardo Stuckert / PR
O PSB decidiu entrar em campo para defender a permanência
de Geraldo Alckmin como vice-presidente em uma eventual candidatura à reeleição
de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A movimentação ocorre após o próprio
presidente admitir, pela primeira vez, que pode alterar a composição da chapa
para fortalecer o palanque em São Paulo, maior colégio eleitoral do país.
A informação é do jornal O Globo. Nos bastidores,
aliados de Alckmin afirmam que o vice não pretende disputar cargos eletivos em
São Paulo caso deixe a vice-presidência. A avaliação dentro do PSB é de que sua
manutenção no posto é estratégica tanto para o equilíbrio político do governo
quanto para o futuro da sigla, que vê na função um espaço importante de
influência nacional.
A discussão ganhou força após Lula citar publicamente
nomes como Fernando Haddad e Simone Tebet como possíveis candidatos em São
Paulo. No PT, há pressão para que o partido tenha um nome competitivo no
estado, mesmo diante do favoritismo do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos)
nas projeções iniciais.
Apesar das especulações, aliados próximos ao presidente acreditam que uma mudança na vice só ocorreria caso novas alianças nacionais, como MDB ou PSD, entrem oficialmente no projeto. Até lá, o PSB promete defender diretamente junto a Lula a continuidade da parceria firmada em 2022, considerada por dirigentes como um “pacto político” que ajudou a garantir a vitória eleitoral.
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