Foto: Alessandro Dantas / PT
no Senado/ 26-02-2026
O avanço das investigações envolvendo o caso Master e a
relação de Fábio Luís Lula da Silva,
o Lulinha, com personagens centrais do escândalo levou uma aproximação
improvável em Brasília. PT e partidos do Centrão passaram a atuar nos
bastidores para barrar a prorrogação da CPI do INSS, cujo prazo termina nos
próximos dias.
A avaliação no Congresso é de que o caso deixou de
atingir apenas o governo e passou a respingar também em lideranças do centro e
da direita, especialmente após a exposição de vínculos do banqueiro Daniel Vorcaro com nomes influentes
da política nacional. O efeito foi a convergência de interesses para frear o
avanço das investigações.
Nos bastidores, há pressão sobre parlamentares para
retirada de assinaturas do pedido de prorrogação, que já conta com apoio
suficiente. O requerimento está parado sob a responsabilidade do presidente do
Senado, Davi Alcolumbre, que
resiste a dar andamento ao tema.
Enquanto isso, a CPI tenta sobreviver recorrendo ao Supremo Tribunal Federal, em meio a um
ambiente político cada vez mais desfavorável. A judicialização, no entanto,
irritou a cúpula do Congresso e ampliou o desgaste em torno da comissão.
Com o calendário eleitoral se aproximando, cresce entre
lideranças a avaliação de que manter a CPI ativa pode gerar mais prejuízos do
que resultados, reforçando o movimento para esvaziar de vez os trabalhos do
colegiado.
Com informações do jornal O Globo
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