quarta-feira, 18 de março de 2026

Aritigo: Paróquia de Apodi 260 anos de júbilo

 
Fonte: Jornal Bicentenário da Paróquia. Construção do monumento, ano 1966.

PARÓQUIA DE APODI 260 ANOS DE JÚBILO - Nesta data, três de fevereiro de 2026, que comemoramos os 260 anos da paróquia de Nossa Senhora da Conceição e São João Batista. Regozijemos pelo aniversário – “Festum Jubilum”, transcurso significativo como marco histórico da comunidade religiosa e da própria cidade, louvamos ao Senhor e homenagearemos aos cristãos que, de coração e fé, se predispuseram, num passado já distante, à obra edificante que se vem perpetuando aos longos dos anos.

Paróquia – comunidade de fiéis em determinada localidade, com seu pároco (padre), atendimento sacramental e pastoral, com sua igreja matriz sob a autoridade de bispo diocesano.

Esta é a essência paroquiana, os ensinamentos da palavra de Deus, assim se fez assim se cumpriu, outrora pregaram liturgicamente, assim outros deram continuidade, e hoje, o rebanho cristão se multiplicou sob a benção do Santíssimo. A paróquia bicentenária se mantém ativa no propósito da evangelização – anunciar a boa nova, conclamando e preparando o povo para a redenção – bem-aventurados os devotos de Nossa Senhora da Conceição e São João Batista.

Externa-se aqui, de forma respeitosa a gratidão pelos esforços e dedicação de suas vidas à causa cristã, homens de pulsos aguerridos para o alicerce com a pedra angular edificante, tijolo por tijolo, a exemplo de Salomão, do que se fez o templo base da paróquia, no início da nossa povoação às margens da lagoa, da ribeira do Apody. “Vez aos frutos dessa árvore plantada as margens do rio”, (ver Jeremias 17:7-8)

Paroquianos apodienses, neste ensejo de ressaltar os feitos da congregação dos fiéis nos primórdios, quiçá peco desta vez neste escrito não me deter a mencionar àqueles devotos fervorosos que se esforçaram para alcançar patamar de paróquia, “fazei tudo para a glória de Deus” (coríntios 10:31), portanto, não citá-los-ei nominalmente e faltarei também com a listagem dos párocos que estiveram à frente da paróquia. Desta vez voltar-me-ei buscando nas minhas reminiscências de menino, figuras da cidade, protagonistas ou coadjuvantes, contudo foram peças significantes dentro do contexto dos festejos religiosos, de um tempo mais recente, remeto-me aos auxiliares paroquianos, diáconos, beatos, leigos e ajudantes braçais, pois “e quando fizeres por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus” (Colossenses 3:17), são eles:

Padre Pedro Neefs (pároco, atuante gestor, brilhante empreendedor da FUNDEVAP).

Alice Pinto (administradora tesoureira da paróquia e dos festejos dos padroeiros).

Mana Pinto (idem).

Mariínha de Custódio (idem).

Manuel Dantas (sacristão e sineiro).

Cely Magno e Maria de Abília (membras do Conselho Administrativo da Igreja).

Terezinha Marinho (secretária paroquial).

Maria de Dodô (Organizadora/ornamento dos altares e preparava as crianças vestidas de anjos a se fazerem presentes ao redor dos altares, nas missas celebrativas aos padroeiros).

Iran Noronha (sineiro).

Nên Lúcio (Zeladora da casa paroquial e da igreja).

Toinha de Tião Lúcio (catequista das crianças).

Baié de Raimundo Silvestre, Estênio Mota, Indinha de Bugue (coroinhas).

Altiva Paiva (cantava e tocava o órgão, instrumento de teclados e pedal).

Ivone Maia, Toinha de Guilherme, Toinha de Tião Lúcio, Isa Mota (coral, cantavam).

Tarcísio de Dulce (Montador e ornamento do presépio dentro da igreja matriz).

Caboclo de Manu (montador da estrutura das barracas do leilão no pátio da igreja, do mastro central com cordões com bandeirolas coloridas). João Nery de Felipe também trabalhava em obras da paróquia. João de Toinho e Caé, ajudantes braçais.

Lalá de Adolfina (Leiloeiro nos festejos dos padroeiros).

Bier (sacristão, mais atuante nos anos 80).

Chico Guarda e Dudico (baloeiros, esse confeccionador de balões decorativos, inflado e impulsionado por queima de certa substância, posta em recipiente na boca do mesmo, que fazia subir ao céu sob o ar quente, do patamar da igreja se via o lançamento e até se perder de vista, pelos admiradores).

João Bevenuto (fogueteiro, soltador de fogos, foguetões de papoco e de lágrimas).

Bil Fogueteiro (fabricante artesanal de fogos de artifícios e montador de artefato de pólvora, engenhoca, com armadura de madeira que, quando acionado o estopim, o fogaréu surgia com rastilho a percorrer todo o instrumento soltando faíscas e labaredas e em determinado ponto o fogo acionava outra peça, tipo roldanas, a girar soltando fogos de “lagrímas” (cintilante), iluminando a noite. Verdadeiro espetáculo de pirotecnia.

A Banda de Música de Apodi (composta por vários músicos sob o comando do maestro Evangelista sempre acompanhando a procissão com a imagem do santo padroeiro e também no patamar da igreja a animar nas apresentações culturais e leilões).

O conjunto musical Os Explosivos (fazia sua parte com shows musicais nas atrações festivas da paroquia e nos concursos de calouros no patamar da igreja).

Rádio Rural de Mossoró (o repórter correspondente, Luiz Castro, fazia a locução transmitindo as apresentações folclóricas, cantores, etc., do patamar da igreja diretamente para a emissora de rádio de Mossoró, a primeira vez que vi um microfone sem fio foi num desses eventos).

Como fruto dessa árvore (paróquia), célula viva da igreja, a firmeza espiritual sob a benção do Senhor, a fé enraizou-se e colhemos os filhos de Apodi partícipes que externaram suas vocações religiosas culminando com sacerdócio, ordenando-se padre, são Eles:

Padre Leonardo de Freitas Costa. (O historiador Ving-Tun Rosado escreveu opúsculo sobre este padre apodiense, porém se trata de vagas notícias em suas paragens pelos estados de Minas (cidade de Buritis, por volta de 1866 a 1875) e Goiás (cidade Sítio D’Abadia), onde faleceu. ver Coleção Mossoroense Volume CLXI, 1981).

Dom José Freire (foi bispo diocesano, falecido).

Padre Jonas Magno Pinto (falecido).

Padre Tarcísio Oliveira (falecido).

Padre Francisco Cornélio Freire.

Padre Edson Wander.

Padre Sales. Estudando para ordenar-se padre, temos o seminarista Murilo.

Na ordem das freiras, atualmente, temos:

Irmã Maria dos Anjos (congregação de Belém).

Irmã Solange Oliveira de Sousa (Congregação Imaculada Conceição).

Como todo aniversário é momento de reflexão, amadurecimento, aqui cabe pensar sobre as ações do humano/desumanizado. Muitos que não vivem em comunhão com os princípios cristãos, “mais amigos dos prazeres que amigos de Deus” (2 Timóteo 3:1-4), arraigados à teoria do liberalismo, do modernismo, se entregando a uma vida secular, o conferencista cristão, Bullón ressalta que não se fala mais em pecados, não se tem receios de cometê-los, “o homem quer ser feliz e encontra a infelicidade, falha, perde-se no caminho, insistindo ignorar os seus pecados”. Estão esquecendo que a escritura já advertia quando o próprio Jesus anunciou há mais de dois mil anos “quando vier o filho do homem, achará, porventura, fé na terra?” (Lucas 18:8).

Estamos em 2026, quem está preparado para Parusia de Cristo? É tempo de se congregar. Nesses tempos de mudanças vertiginosas é imprescindível se buscar o evangelho, dando continuidade a missão, temos à frente da administração paroquial, atualmente, os padres Marcílio Oliveira da Silva e padre João Batista do Nascimento, como diácono Pedro Victor Fernandes Damião. Bispo diocesano Dom Francisco de Sales e arcebispo metropolitano de Natal Dom João Santos Cardoso.

Parabéns paróquia pelo o ducentésimo sexagésimo aniversário, gratidão profunda aos construtores do passado e aos do presente!

“Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade”.

Por Nuremberg Ferreira de Souza (Nurim de Bugue). 6.3.2026

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