O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou, hoje,
que “quem defende a ditadura não devia nem ser candidato”. Alckmin, que está de
saída do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC),
fez a afirmação ao se referir ao pré-candidato do PL ao Palácio do Planalto,
Flávio Bolsonaro (PL-RJ). As informações são do portal G1.
A declaração foi dada durante café da manhã com
jornalistas. Alckmin apresentou um balanço do período à frente do MDIC. Ele
está deixando o cargo de ministro para concorrer na chapa do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026. Questionado sobre algumas
pesquisas que apontam o candidato da oposição à frente de Lula, Alckmin
respondeu que “pesquisa é momento”.
“O que vai valer mesmo é depois que começa a campanha
eleitoral. Vai poder comparar governos. Democracia, nós salvamos a democracia,
versus ditadura, autoritarismo. Quem defende ditadura não devia nem ser
candidato. Se não acreditar no povo, por que disputar?”, questionou Alckmin.
Sobre a pré-candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência,
pelo PSD, Alckmin afirmou que é natural, em um país como o Brasil, com dezenas
de partidos políticos, vários políticos se lançarem candidatos.
“Diferente de outros países, que tem cinco ou sei
partidos, temos mais de 30. É natural que tenha mais candidatos, não vejo
problema nisso. É natural que, no futuro, venhamos reduzindo o número de
partidos. Há um multipartidarismo exagerado, com a cláusula de barreira, ir
limitando um pouco o número de partidos. Dificulta a governabilidade, tem de
ter menos partidos”, disse o vice-presidente.
Alckmin disse ainda que ficou “honrado” com o anúncio que
Lula fez sobre a sua pré-candidatura à Vice-Presidência durante reunião
ministerial na última terça (31).
“A gente, na vida pública, muitas vezes não escolhe como
servir. É a vida pública que escolhe a maneira de melhor servir. Lula disse pra
eu escolher. Pra mim, estava encaminhado. Ele não falou que ia falar na reunião
com ministros, mas me senti honrado”, afirmou.
“Vamos suar a camisa. Não vejo como mata-mata ou corrida de cavalo. Uma campanha é um ato de amor, amor ao país, amor ao povo”, concluiu o vice-presidente.
Nenhum comentário:
Postar um comentário