Foto: Reprodução
Quase 8 mil celulares foram apreendidos dentro de
presídios brasileiros nos últimos três anos, segundo dados do Ministério da
Justiça. As apreensões ocorreram durante operações de revista e expõem falhas
no controle das unidades prisionais, além do risco de comunicação entre
detentos e o crime fora das cadeias.
De acordo com informações oficiais, foram 2.460 aparelhos
encontrados em 2023, 2.920 em 2024 e 2.162 em 2025. Em 2026, até agora, já
foram 424 celulares localizados em apenas uma fase da operação Mute, coordenada
pela Secretaria Nacional de Políticas Penais.
Segundo o diretor de inteligência penal, Glautter Morais,
novas fases da operação ainda serão realizadas ao longo do ano, incluindo ações
nacionais e estaduais para intensificar o combate à entrada de itens proibidos.
As ações utilizam tecnologia como detectores eletrônicos
e georadar para localizar celulares, túneis e esconderijos nas celas. Após a
apreensão, os aparelhos passam por análise para identificar como entraram nas
unidades e quem fez uso deles.
Além dos celulares, o balanço também aponta a apreensão de armas e bebidas alcoólicas dentro dos presídios, o que reforça, segundo especialistas, problemas estruturais antigos no sistema prisional brasileiro.
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