Foto: Jose Cruz/Agência Brasil
A Secom (Secretaria de Comunicação) da Presidência da
República registrou em 2025 o maior volume de gastos com anúncios na internet
desde que os dados começaram a ser divulgados: R$ 129,6 milhões.
A série histórica, que considera gastos liquidados
através de agências de publicidade, possui dados desde 2009, quando foram
gastos R$ 9 milhões. Os dados podem ser acessados neste
link.
Em 2024 , ainda sob Pimenta, o governo deu uma segurada
com os gastos, reduzindo em cerca de 20% os gastos com redes sociais em relação
ao ano de 2023.
Mas em 2025 (cerca de R$ 130 milhões), o valor quase
triplicou em relação a 2024, quando foram gastos R$ 44 milhões.
A partir de 2017 itens de “comunicação digital” passaram
a ser discriminados, mas o governo já gastava com redes sociais e outros sites
antes disso.
A reportagem divulgada pela Folha de S. Paulo e produzida
originalmente pelo Núcleo Jornalismo considera
apenas gastos com a rubrica “meio = internet” para a conta, ou seja, não
considera outros meios de veiculação como rádio e TV.
A aceleração nos gastos acontece sob o comando de Sidônio
Palmeira à frente da Secom, que assumiu em janeiro de 2025 no lugar do
ex-ministro Paulo Pimenta. Palmeira entrou em um momento no qual o governo
tentava assumir o controle de narrativas nas redes sociais acerca de políticas
do governo. Ele afirmou, em setembro de 2025, que as big techs são
“importantíssimas para a comunicação e para o povo brasileiro”.
Os principais gastos foram feitos com grandes plataformas
digitais —Google, Meta (ex-Facebook), Kwai (Joyo Tecnologia) e TikTok
(ByteDance). Globo, Record e UOL também ficaram no top 10 de sites com anúncios
pagos pela Secom.
Com informações de Folha de S. Paulo e Núcleo Jornalismo
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