Foto: Mike Kenneally/Unplash
O aumento no preço do café já impacta diretamente o
consumo no país e também no Rio Grande do Norte. Dados da Associação Brasileira
da Indústria de Café (Abic) apontam queda de 2,31% no consumo nacional entre
novembro de 2024 e outubro de 2025, reflexo da alta acumulada nos preços. No
Nordeste, a retração foi de 1,72%, enquanto supermercados potiguares relatam
mudanças claras no comportamento dos clientes.
A reportagem é da Tribuna do Norte.
Segundo o presidente da Assurn, Mikelyson Góis, o consumidor tem buscado
alternativas mais baratas, como o café solúvel, após sucessivos reajustes nos
últimos anos. Em Natal, comerciantes estimam redução de até 8% nas vendas do
produto, enquanto consumidores admitem trocar marcas, reduzir a quantidade ou
até substituir o tipo de café para manter o orçamento.
A tendência, porém, é de continuidade da pressão nos
preços. Economistas avaliam que fatores como inflação elevada, problemas
climáticos e oferta restrita devem manter o café valorizado nos próximos meses,
o que pode prolongar a queda no consumo interno, mesmo com a demanda
internacional em crescimento.
Apesar da redução no volume consumido, a indústria
registrou faturamento recorde de R$ 46,24 bilhões em 2025, impulsionado
justamente pelos preços mais altos nas prateleiras. Especialistas defendem
diversificação de produtos e políticas de incentivo à produção para reduzir
impactos ao consumidor.
Com informações da Tribuna do Norte
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