MPRN assina termos de compromisso com o Município para adequar prédios escolares às normas técnicas de inclusão
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) firmou
acordos com o Município de Felipe Guerra para garantir a acessibilidade em
cinco unidades de ensino. As escolas beneficiadas são Tilon Gurgel do Amaral,
Professor José do Patrocínio Barra, Júlio Cavalcante, Professor Antônio
Amarildo de Souza e Eliza de Freitas. A iniciativa busca assegurar que pessoas
com deficiência ou mobilidade reduzida possam utilizar as dependências
escolares de forma segura.
istorias técnicas realizadas pela Central de Apoio Técnico
Especializado (Cate/MPRN) identificaram que os prédios não atendiam às normas
vigentes. Entre as irregularidades encontradas estavam calçadas estreitas,
ausência de banheiros adaptados e portas com largura insuficiente. Também foram
registrados problemas em rampas com inclinação excessiva, falta de sinalização
tátil e mobiliário inadequado para estudantes e professores.
O Município se comprometeu a realizar reformas
estruturais completas em cada uma das unidades escolares mencionadas. As obras
devem incluir o alargamento de portas para no mínimo 0,80 metro e a adequação
de corredores para a largura de 1,50 metro. Além disso, as calçadas deverão
possuir uma faixa livre de 1,20 metro para a circulação de pedestres, livre de
obstáculos e desníveis.
A construção ou adaptação de pelo menos um sanitário
acessível em cada escola é uma das obrigações centrais do acordo. Esses
banheiros precisam ter entrada independente e contar com barras de apoio,
alarmes de emergência e equipamentos instalados em alturas adequadas. Os
projetos devem seguir rigorosamente as orientações da Associação Brasileira de
Normas Técnicas para edificações de uso público.
No que diz respeito ao mobiliário, a Prefeitura deverá
adquirir mesas acessíveis para as salas de aula e refeitórios. As mesas dos
professores também passarão por ajustes para permitir a aproximação de pessoas
em cadeiras de rodas. Outra medida prevista é a instalação de sinalização
visual e tátil em todas as áreas comuns para orientar os usuários com
deficiência visual.
O prazo estabelecido para a conclusão de todas as
reformas e adaptações é de um ano e seis meses após a assinatura dos termos. O
descumprimento de qualquer uma das obrigações acarretará multa diária de mil
reais por unidade escolar. Os valores arrecadados com eventuais multas serão
revertidos para fundos públicos ligados à educação ou à infância e
adolescência.
A fiscalização do cumprimento das etapas da obra poderá
ser feita pelo próprio MPRN e pelos órgãos municipais competentes. A população
local também está autorizada a acompanhar o andamento dos serviços e comunicar
irregularidades. Após o término do prazo estipulado, o município terá dez dias
para comprovar que todas as adequações foram finalizadas conforme os laudos
técnicos.
Os documentos assinados possuem eficácia de título executivo, o que permite a cobrança imediata na justiça em caso de atrasos. A medida visa garantir o direito à educação inclusiva e eliminar barreiras físicas que impedem o acesso pleno ao ensino público. Com a homologação judicial dos acordos, as intervenções passam a ser uma obrigação legal prioritária para a gestão municipal de Felipe Guerra.
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